País adicionou 18,9 GW de potência pico no ano passado, sendo superado apenas por China, Estados Unidos e Índia

O Brasil foi o quarto maior mercado de energia solar do mundo em 2024, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos e Índia, mostra relatório da SolarPower Europe. O estudo foi divulgado nesta semana na Intersolar Europe, em Munique, na Alemanha, e contou com colaboração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Conforme o levantamento, o Brasil adicionou 18,9 gigawatts (GW) de potência pico da fonte solar fotovoltaica no ano passado, representando cerca de 3% de todo o mercado mundial no período. Trata-se de um ano recorde para a tecnologia fotovoltaica no país, superando os 15,6 GW instalados em 2023.

Energia solar adicionada por país:

gráfico de energia solar adicionada por país em 2023 e 2024
SolarPower Europe, 2025

Os dados consideram a somatória das grandes usinas solares e dos sistemas de geração própria solar de pequeno e médio portes, em telhados e fachadas de edifícios e em pequenos terrenos, com base na potência total adicionada ao longo de 2024.

O estudo da SolarPower Europe está padronizado para a unidade de potência pico (GWp) e não para potência nominal instalada (GWac), que é o modelo mais utilizado nos dados divulgados publicamente pelos órgãos oficiais brasileiros. Segundo balanço da Absolar, no ano passado, foram adicionados cerca de 15,2 GWac da fonte solar, que representam os 18,9 GWp descritos no relatório da entidade europeia.

Investimento e empregos

A Absolar destacou que o crescimento aconteceu em meio a um ano de grandes desafios enfrentados pelo setor, como os cortes de geração renovável sem o devido ressarcimento aos empreendedores prejudicados e os obstáculos de conexão de pequenos sistemas de geração própria solar, entre outros.  Em 2024, os investimentos em energia solar totalizaram R$ 53,7 bilhões no Brasil, com a geração de mais de 457,7 mil empregos.

De acordo com a entidade, a expansão da tecnologia coloca o país em posição de destaque na geopolítica global de transição energética. Atualmente, a fonte solar é a segunda maior na matriz elétrica nacional, com 56 GW em operação no Brasil, que representam 22,5% de toda a capacidade instalada.

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O setor fotovoltaico é responsável por mais de R$ 254 bilhões em investimentos acumulados, que geraram mais de 1,7 milhão de empregos no país desde 2012. Para o CEO da Absolar, Rodrigo Sauaia, a solar fotovoltaica é atualmente a fonte mais competitiva do país, sendo uma forte propulsora do desenvolvimento social, econômico e ambiental.

“O crescimento acelerado da energia solar é tendência mundial e o avanço brasileiro nesta área é destaque internacional. O Brasil possui um dos melhores recursos solares do planeta e assume cada vez mais protagonismo neste processo de transição energética e combate ao aquecimento global”, afirmou Sauaia.

Segundo o presidente do conselho de administração da Absolar, Ronaldo Koloszuk, o avanço da energia solar é reflexo do alto potencial da fonte no Brasil e da resiliência do mercado no enfrentamento dos desafios ao longo dos últimos anos.

“A maior inserção da energia solar é fundamental para o país reforçar a sua economia e impulsionar a sustentabilidade. A fonte solar é um verdadeiro motor de desenvolvimento sustentável, que atrai capital, traz divisas, gera grandes oportunidades de negócios, cria novos empregos verdes e amplia a renda dos cidadãos”, destacou Koloszuk.